quinta-feira, 8 de julho de 2010

INTERESSE

"E novamente estava eu, do outro lado da tela, como parecia ser mais simples entre nós. Não parecia ter segredos, era o jogo de palavras que estava me prendendo. Era tudo tão simples que parecia automático. Eu falando com você. Se eu não conhecesse tão bem nós dois, diria até que foi mecânico. Não, não foi mecânico, foi 'macio', suave. Era você sendo você. Sem a máscara, sem os apelidos, você foi só você. Você nas suas várias formas, foi meu, dela e seu novamente. Se eu gosto de você? Suscitam essa dúvida todos os dias que eu amanheço, já eu não me pergunto, digo até que não quero saber, mas assim me engano às claras."

*fiction

sábado, 3 de julho de 2010

da razão dos encontros

Me consome os dias assim, frios. Mas me consome mais ainda, os dias assim, meus, só meus.
Eu, acostumada a ser do tempo, dos dias, dos sons, agora eu sou minha. E me consome. Consome meus medos e sorrisos, e até as minhas lágrimas. Porque no meu mundo, eu resolvo.

[conselhos seus me são leis]

quarta-feira, 16 de junho de 2010

a culpa é toda minha

Se você não consegue entender, é simples, a culpa sempre será minha.
Do bom dia que você der, até a hora de dormir. A culpa será minha. Se você adoecer, sou eu. Se você se tornar um romântico apaixonado, a culpa é minha, como também, se você se tornar um frio sem alma, a culpa [pra variar] vai ser minha. Se eu cuidar muito, serei culpada. Se eu não cuidar, tenho culpa. Se eu não me importo, sou culpada por não preocupar, se eu me importo, culpada. E assim, vou levando comigo as culpas de todas as alterações, minhas e suas.
Se eu sou realmente culpada de tudo, eu nem tenho certeza. Mas certeza eu tenho de que das poucas coisas que me arrependo de ter feito, tomar essas culpas não é uma delas.
A culpa é minha e ninguém me tira ela. Leva pra você só as memórias, porque ninguém quer levar daqui nada além disso.