terça-feira, 10 de março de 2009

baixando guarda

Eles dizem que não é assim que as coisas deviam funcionar. Eles dizem. Mas eu ainda penso que eles não sabem ao certo o que dizem, porque o que está piscando em letras verde-limão-fosforescente não é bem o que eles dizem. Dizem que eu sou meio louca, mas é pura intriga da oposição. Dizem que eu devia falar menos, mas é que assim ficam coisas subentendidas. Dizem que meu cabelo nem ficou tão bom, e daí? Eu gostei. Dizem que eu preciso de mais comprometimento com a faculdade, bom, posso dizer que talvez eu esteja começando por algum ponto. Dizem que quando se levanta de uma batalha, deve-se esperar quieto pela outra parte da guerra, discordo! Vamos a luta. Dizem que eu devia segurar meu coraçãozinho o máximo até o fim dos dias, mas ai ai, isso seria possível?
Baixei minha guarda. Infelizmente assumindo isso.

Só por favor, não espalhe pros inimigos.

terça-feira, 3 de março de 2009

segredinho

Vou contar de um dos céus que eu tive.
Deve ter sido o que mais valeu a pena.
Eu trouxe dourado pra ele, colorido num crepúsculo.
Mais tarde recortei estrelinhas pra pregar.
Bateu um vento, elas se espalharam.
Eu não consegui juntar, eram muitos recortes.
Cansada disso, resolvi colorir tudo de um tom anil.
No fundo coloquei um sol ralinho.
Aí eu senti sono, pedi pra ir embora.

segunda-feira, 2 de março de 2009

crime assistido

Ninguém sabia o quanto eu estimava tudo isso. Ninguém. Ninguém ao menos soube a felicidade que eu senti quando o meu presente me foi dado. E agora me tiram assim? Sem eu poder lutar, espernear, chorar? Injusto. Injusto ou não, agora ninguém calcula o quanto estou contrariada e indisposta. O que antes me era um prazer, agora será o maior tormento/medo. Eu usei tudo que tinha em mãos, e então? Não. Me chame de exagerada, mas ninguém sabia a importância que isso tinha pra mim. Ninguém.