segunda-feira, 7 de maio de 2012

você, novamente.

Vou te manter aqui. Comigo.
Está decidido. Afinal, eu queria assim, você queria assim. Então por que não posso te imaginar aqui? Eu vou fantasiar tudo, fique tranquilo. Até algumas brigas pra gente não cair na rotina. A gente começa assim: me empresta sua blusa de frio de novo, e me chama pra assistir um filme. Não sei como está o clima por aí, mas nunca vi/imaginei sua cidade fazendo frio. Aqui está, e muito. Você conhece. E acho que a gente pode passar mais uma tarde juntos. Ou talvez uma noite. Ou uma era de ouro inteira. Talvez eu precise mesmo de você por aqui para me ajudar a montar o que fazer, eu já escolhi o filme, como você mesmo disse. E a companhia. Acho que a gente tem alguns anos meio perdidos, algumas memórias secretas e alguns olhares possivelmente correspondidos. Te disse, conquistou o direito de dizer o que pensa pra mim. E de mim. E o de me encantar. Cada dia mais. Eu já sabia, você aí sozinho, tinha um motivo. Você estava me esperando.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

minha pressa.

Eu conto e as pessoas não entendem. É que eu te amo. E ninguém me culpa, mas todo mundo me julga. Eu amo quando você abaixa a cabeça, com raiva das besteiras que eu te falo, ou quando perde a paciência comigo e fica sério. Amo sua aversão à fotos. E amo lembrar que tirei uma sua, e que foi uma das mais lindas. Me apego às lembranças, aos beijos e aos nãos. Tento deixar todas as coisas irem embora, e dizer que não te amo, mas 'você é tudo pra mim' ainda está jogado no chão do meu quarto. E por mais que tenham rasgado minhas memórias palpáveis, que tenham tentado depredar sua imagem pra mim, eu ainda te amo. E eu te amo pra mim e pra você. Se eu ligar você não vai me entender. Muito menos estar a minha disposição. E nós vamos acabar brigando, como sempre. Mas eu ainda vou estar te amando. Quando for sete da manhã e o seu celular estiver supostamente acabando a bateria. Quando eu pegar o telefone e pensar mil vezes em ligo/não ligo. Quando a gente se esbarrar nessa pequena cidade. Quando ainda for muito cedo e eu repetir: sinto sua falta. Porque eu sinto a sua falta.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

20 horas atrás.

"me lembro de você, subindo a rua da igreja". Começou. Não, não começou, acordou. Devo ter escrito numa agenda antiga 'teenage love'. E acredite, é sobre você. Porque eu não sei, mas existe essa coisa, esse incomodo quando estamos lá, no meio de todas as outras pessoas que nos ignoram. Mal sabem elas. Você me encanta, me puxa, e eu deixo. E depois de anos sem te ver, anos sem dizer o quanto eu amo a gaga, a gente tem a mesma química. Não acho que tenha sido as pequenas saias que eu uso. Ou porque jogo o cabelo pro lado esquerdo. Muito menos a poker face no poker. É que existe isso aí entre a gente. E quando você chegar, espero que cedo, eu possa ter meu orlando bloom, dizendo LINDA pessoalmente.