quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Quase de verdade.

Vai fazer frio menina, vai fazer frio e vai chover sem mim. Seus pés vão esfriar, o dia vai estar nublado e as suas noites vão ser muito longas. Você pode usar um travesseiro no meu lado da cama, você pode ocupá-la com outro alguém, mas aí dentro desse coração pulsante, você vai sentir o meu cheiro. Você vai ver que aquecer-se ao lado de quem é passageiro não faz sentido algum, porque nenhum deles será eu. Não estou cá a te espraguejar, estou a te avisar, não vai passar. A ferida tem um jeito estranho de criar casquinhas que vão se soltar sozinhas, sem que eu tenha que te encostar. Não vai cicatrizar. E quando, no auge da sua madrugada, que você já tiver rolado para os lados, se sentindo sozinha e sem amparo, você vai me procurar. Vai querer as unhas roídas passando pelas suas costas, vai sentir saudades da forma com que eu pronuncio a letra 's', vai desejar o meu cheiro sem perfume. Mas eu parti, menina. E não te cabe, nem na garupa, nem nos meus sonhos. Fui escrever outras histórias, outros nomes na areia. Ainda te desejo o bem, ainda te desejo, bem.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mais um

Venho por meio desta dizer que faço 28 primaveras literalmente hoje e que não gosto de ficar mais velha porém com felicidade por ainda estar viva. Cheia de amor no coração das pessoas que me amam e eu amo também, feliz pela família feliz que me acolhe todos os dias e agradecida pelas bênçãos que me iluminam dia após dia. Obrigada universo pela vida que eu tenho. Só me faz um favor, faz 2016 acabar aí que não tá dando mais não. Obrigada mundo, um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pra minha irmã e principalmente pra você Xuxa.

domingo, 11 de setembro de 2016

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- Quando você vai perceber que eu sou a mulher da sua vida?
- Já percebi.

Pois bem,  percebido estava muito antes de tudo isso. Muito antes de eu te avisar que a gente ia namorar. No fundo, nós dois já sabíamos que aquela linha invisível que une as pessoas, ia apertar. Mas tínhamos tanta certeza que um pertencia ao outro que não cuidamos do amanhã. A presença era tão certa que deixamos ao acaso. E o acaso não sabia que a gente foi feito um pro outro.  Não contamos pra ele sobre nossos bebês,  nem sobre nossas mil viagens futuras,  muito menos que dormir sozinho dói.  Então a gente teve que se virar com o destino e ele é cruel. Vimos um afastar do outro sem reagir, ou talvez qualquer reação à aquela altura já não justificaria mais. Agora o tempo pode ser aliado ou vilão, deixemos o acaso decidir. O problema é que sendo assim,  aquela linha afrouxa, e não adianta muito puxá-lá. Não está mais minhas mãos. E talvez o destino me leve,  do jeito que ele te levou e deixe apenas a certeza de algo sabido porém não vivido.