quarta-feira, 11 de abril de 2012

ficções de outras vidas

Não deixa de ser verdade, os sonhos que tenho com você. Olha, ainda não te conheço, ainda não sei que gosto você tem. Mas quero provar. Provar as dobras que suas mãos podem percorrer. Provar o doce amargo do seu colchão. Quero saber o que você esconde nesse olhar cheio de quereres sem dizer uma palavra. Eu sei que de longe, formamos isso. Ainda não sei o que formamos de perto. Você consegue me olhar e despir minhas desculpas. Consegue fazer certezas se tornarem vagas memórias. E então eu sonho. Porque ainda não pude experimentar, porque não pude entrar nessa tatuagem e dormir com seu cheiro.

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Parece que nos conhecemos por uma vida, porque te conto coisas sérias sem uma peça de roupa. Você deita em mim como se não existisse nada após aquela porta. Eu estou exausta e você me olha querendo mais. E eu quero. Quero o macio da pele, quero o sangue nas veias. E não faz frio, ou calor. Mas conto assuntos corriqueiros, ou nem tanto, com o mesmo tom da soneca de 22 minutos. Duas horas, precisamos sair daqui.

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Por que ainda tenho que passar por todos esses jogos de sedução? Você já me viu, eu te vi. Estamos aqui e bom, quem mais esteja no mesmo lugar, que se incomode e se retire. Vivi uma vida jogando, sendo isca, sendo o que não sou, pois bem, estou aqui pra te dizer que sou, sua. Te digo que me arrumei pra você. E é não. Não com a cabeça, com a boca e com seus braços me mandando embora. Não entendo. Mas não luto. Não é você, sou eu, eu não sou mais aquela.

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Estou te procurando. Acho que no anúncio da revista de 'amor amigo'. Ou nas prestações do carro que você ainda tem que pagar. Achei que que pudesse ignorar, mas não posso. E não quero, francamente. Afinal, esse estômago flutuando e o sorriso bobo só aparecem quando não tem mais retorno. E você acima de todas as pessoas sabem disso. E é assim porque se completa ou se é o mais do meu mesmo. Mas faz sentido isso, e mesmo com essas minas gerais entre nós, eu sinto.

Um comentário:

Day disse...

Depois de muito tempo, escrevendo como aquela 'velha' sheila. a sheila wicca. a de sempre.